n“ Convivei com todas as religiões em amizade e concórdia para que se inale de vós a doce fragrância de Deus.

Vigiai para que a chama da tola ignorância não vos domine quando entre os homens.

Tudo procede de Deus e a Ele retorna. Ele é a origem de tudo e n'Ele todas as coisas findam.”

Bahá’u’lláh – Kitáb-i-Aqdas # 144 p.57


notícias sobre os bahá'Ís no Irã

Negado o direito de aprender: A tentativa do Irã de destruir a vida intelectual da comunidade bahá’í iraniana  _/11/1998

Nova manobra do Governo Iraniano para privar estudantes bahá'ís de acesso ao ensino superior  14/8/2004

BAHÁ'ÍS CONDENAM ERRADICAÇÃO CULTURAL NO IRÃ 12/09/2004

A Comunidade Internacional Bahá´í está consternada com a falta de Resolução sobre Direitos Humanos no Irã. Preocupação com o agravamento das perseguições aos bahá'ís no Irã  18/04/2005

Portas Fechadas - Campanha no Irã para negar educação superior aos bahá´ís - Official Site of the Bahá’í International Community

ONU: rejeição de “moção de não-ação” iraniana é vitória dos direitos humanos - 22/11/2008 19:05:19

CONHEÇA A SITUAÇÃO DOS BAHÁ´ÍS NO IRÃ - COMUNIDADE BAHÁ´Í DO BRASIL - AÇÕES COM A SOCIEDADE E O GOVERNO - 2010


18/04/2005 12:11:10
A Comunidade Internacional Bahá´í está consternada com a falta de Resolução sobre Direitos Humanos no Irã. Preocupação com o agravamento das perseguições aos bahá'ís no Irã.

GENEBRA (14 abril 2005)- A Comunidade Internacional Bahá´í expressou hoje seu desânimo e decepção diante do fracasso da Comissão de ONU sobre Direitos Humanos em pelo menos considerar tomar uma resolução em defesa dos direitos humanos no Irã, o que tem levado a uma situação de agravamento naquele país, em particular no que tange à perseguição movida contra os bahá'ís.

“Devido ao aumento acentuado das violações de direitos humanos contra a comunidade bahá'í no Irã, é certamente chocante que a Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas tenha falhado, já pelo terceiro ano seguido, em renovar o monitoramento internacional da situação,” disse Bani Dugal, representante oficial da Comunidade Internacional Bahá´í nas Nações Unidas.

“Durante o último ano, dois locais sagrados para a Comunidade Bahá'í foram destruídos; estudantes bahá'ís tiveram negado o acesso ao ensino superior, e, recentemente, bahá'ís em Yazd e em Teerã foram vítimas de uma onda nova de agressões, perseguições e detenções.

“Tudo isto acontece como parte de uma campanha de perseguição religiosa instigada e liberada pelo governo iraniano, cujas ações, em anos passado, foram alvo da condenação clara da comunidade internacional.” Disse a Sra. Dugal.

“Estamos muito desapontados diante do fracasso da Comissão de Direitos Humanos em cumprir seu mandato,” disse a Sra. Dugal. “Infelizmente, países que no passado iniciaram resoluções que pediam o monitorando internacional do Irã, têm-se abstido nestes últimos anos,” enfatizou a Sra. Dugal.

Os comentários da Sra. Dugal foram feitos ao término do período de consultas da Comissão sobre resoluções específicas relacionadas a alguns países, quando nenhuma esperança restava de que uma resolução contra o Irã seria aprovada.

Três semanas atrás, a Comunidade Internacional Bahá´í firmemente solicitou à Comissão incluir na pauta das resoluções o assunto da situação dos direitos humanos no Irã, dizendo que “as violações totais, flagrantes e repetidas, dos direitos humanos no Irã, inclusive os abusos infligidos contra os membros da Fé Bahá´í, exigem o restabelecimento de um mecanismo de monitoramento internacional.”

“Durante três anos, esta Comissão não foi capaz de apresentar uma resolução sobre o Irã, enquanto a situação naquele país continuava e continua a deteriorar-se gradualmente, mas de forma ininterrupta ,” disse Diane Ala'i, representante da Comunidade Bahá´í junto às Nações Unidas em Genebra, em uma declaração para a Comissão no dia 23 de março de 2005.

“E agora, durante os últimos meses, tivemos a impressão de que a violência de uma campanha sistemática, conforme ocorreu há cerca de vinte anos e mais, havia voltado com a mesma virulência contra a comunidade bahá´í no Irã.” disse a Sra. Ala'i.

“A erupção mais séria aconteceu em Yazd, onde diversos bahá'ís foram atacados em seus próprios lares, espancados e submetidos a vexames diante de seus familiares; a loja de um bahá'í foi incendiada; ainda outros foram molestados e ameaçados de morte, seguindo-se uma série de detenções e prisões. O cemitério bahá'í em Yazd foi impiedosamente destruído, com carros passando por cima das sepulturas, lápides destruídas, e os restos mortais de muitos bahá´ís desenterrados e deixados expostos ao tempo.”

A Sra. Ala'i também disse que em Teerã, agentes da Inteligência iraniana entraram nas casas de vários bahá'ís, ficando horas a fio saqueando-as, levando móveis e outros bens sob a desculpa de que iriam ser mantidos em custódia.

“Cinco bahá'ís foram presos no mês de março deste ano”, disse a Sra. Ala'i. “Dois foram libertados sob fiança, mas as famílias e os membros da comunidade não puderam localizar os outros detidos. Dois outros, que anteriormente haviam sido presos temporariamente, apenas por terem tirado cópias e distribuído uma carta cortês em nome da Comunidade Bahá´í do Irã dirigida ao Presidente Khatami, receberam agora a sentença máxima para esta assim chamada ofensa.

“Outras seis famílias bahá´ís tiveram suas casas e terrenos recentemente confiscados, privando-as do único meio de sustento que tinham.”

“Realmente, as violações dos direitos humanos no Irã tornaram-se novamente tão graves que, ao nosso ver, exigem um sinal claro da comunidade internacional e uma decisão urgente para restabelecer um monitoramento internacional”, afirmou a Sra. Ala'i em março último.

Entre 1978 e 1998, o governo iraniano executou mais de 200 bahá'ís. Centenas de outros foram presos, e dezenas de milhares foram privados de seus empregos, pensões, negócios, e oportunidades de estudo universitário.

Em face das pressões internacionais, mais significativamente de parte da instituição das Nações Unidas, através de resoluções de proteção aos direitos humanos, o governo iraniano parou com as execuções sumárias, reduzindo significativamente o número de bahá'ís mantidos prisioneiros.

Embora suspendendo as formas mais notórias de violência direta contra os membros individuais da comunidade bahá'í, o governo continuou sua campanha de perseguição, principalmente com a proibição de reuniões sociais da comunidade e restrições econômicas aos indivíduos, que visam sufocar integralmente uma comunidade religiosa, lentamente, mas persistentemente.

 


 
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