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Arquivos Internacionais e os Terraços do Monte Carmelo A Fé Bahá’í foi fundada por Mírzá Husayn ‘Ali (1817-1892), conhecido como Bahá’u’lláh (“A Glória de Deus”). Bahá’u’lláh proclamou Sua Missão em 1863 em Bagdá, no atual Iraque. A Fé Bahá’í nasceu apenas dezenove anos depois do surgimento da Fé Bábí, que se deu com a proclamação de Mírzá ‘Ali-Muhammad (1819-1850), conhecido como o Báb (que significa “O Portal”), em 1844. O Báb proclamou ser o Qá’im (“Aquele Que Se Levanta”) prometido por Muhammad. Além de ter, dessa forma, fundado uma religião independente, o Báb afirmava que Sua principal missão era anunciar o breve surgimento de “Aquele Que Deus Tornará Manifesto”, o Manifestante de Deus prometido em todas as religiões mundiais e que estabeleceria uma nova era de paz e ordem no mundo. Os ensinamentos do Báb encontraram violenta oposição por parte do clero muçulmano e, após sucessivos aprisionamentos, Ele foi executado publicamente em Tabríz, no Irã, em 9 de Julho de 1850. As perseguições que se seguiram tiraram a vida de mais de 20000 de Seus seguidores, conhecidos como “Bábís”. Bahá’u’lláh, que havia se tornado um dos mais respeitados seguidores do Báb, foi aprisionado e exilado para Bagdá, no então Império Otomano, em 1853. Em Bagdá, em abril de 1863, Bahá’u’lláh proclamou ser “Aquele Que Deus Tornará Manifesto”, o Prometido pelo Báb e pelos Profetas do passado. Foi novamente exilado, em 1863, desta vez para Constantinopla e dali para Adrianópolis, de onde escreveu as famosas cartas aos reis e governantes do mundo de então, bem como ao papa e aos sacerdotes zoroastrianos, cristãos, judeus e muçulmanos, coletivamente. Nestas epístolas Ele os exortava a estabelecerem a unidade e a paz mundiais e a se volverem para a Mensagem de Deus da qual Ele era o Portador. Um novo exílio, em 1868, levou Bahá'u'lláh, Sua família e alguns discípulos, definitivamente, para a cidade fortificada de ‘Akká (Acre) na Terra Santa. Ali Bahá'u'lláh ficou aprisionado nove anos. No final da vida, porém, a pedido das próprias autoridades muçulmanas, que vieram a respeitá-Lo de forma extraordinária, passou a viver em uma casa nas proximidades de ‘Akká, onde faleceu em 1892. Em Sua Última Vontade e Testamento nomeou Seu filho mais velho ‘Abbás Effendi (1844-1921), conhecido por ‘Abdu’l-Bahá (“Servo da Glória”), como o “Centro do Convênio” e o Intérprete Autorizado de Seus ensinamentos. Ordenou a Seus seguidores que buscassem em ‘Abdu’l-Bahá a guia e a orientação para o futuro. Além de cuidar dos interesses da Fé Bahá’í, ‘Abdu’l-Bahá dedicou-se a um intenso trabalho de divulgação dos ensinamentos de Bahá’u’lláh. Quando a Revolução dos Jovens Turcos pôs fim ao reinado do sultão, em 1908, ‘Abdu’l-Bahá foi libertado, juntamente com os demais prisioneiros religiosos. Em 1910 viajou ao Egito e entre 1911 e 1913 fez extensas excursões pela Europa, Estados Unidos e Canadá. Faleceu em 1921 em ‘Akká, na Terra Santa. Em Sua Última Vontade e Testamento nomeou Shoghi Effendi Rabbani (1897-1957), Seu neto mais velho, como Seu sucessor, Guardião da Causa de Deus e intérprete autorizado dos ensinamentos de Bahá'u'lláh. Durante o período de sua Guardiania, Shoghi Effendi estabeleceu definitivamente a Ordem Administrativa criada por Bahá'u'lláh e dedicou-se à construção e embelezamento dos Lugares Sagrados Bahá’ís na Terra Santa. Autor de um grande número de livros, o Guardião da Fé Bahá’í lançou uma série de planos mundiais de ensino e estabeleceu as bases para a eleição da Casa Universal de Justiça, suprema instituição eleita da Fé Bahá’í, designada por Bahá'u'lláh para legislar em assuntos não explicitamente revelados por Ele. Shoghi Effendi faleceu em 1957 na Inglaterra. Em 1963 foi eleita a primeira Casa Universal de Justiça. Desde então, este órgão supremo da Fé Bahá’í tem guiado os assuntos da Comunidade Internacional Bahá’í. Referências
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