n“ Convivei com todas as religiões em amizade e concórdia para que se inale de vós a doce fragrância de Deus.

Vigiai para que a chama da tola ignorância não vos domine quando entre os homens.

Tudo procede de Deus e a Ele retorna. Ele é a origem de tudo e n'Ele todas as coisas findam.”

Bahá’u’lláh – Kitáb-i-Aqdas # 144 p.57


notícias sobre os bahá'Ís no Irã

Negado o direito de aprender: A tentativa do Irã de destruir a vida intelectual da comunidade bahá’í iraniana  _/11/1998

Nova manobra do Governo Iraniano para privar estudantes bahá'ís de acesso ao ensino superior  14/8/2004

BAHÁ'ÍS CONDENAM ERRADICAÇÃO CULTURAL NO IRÃ 12/09/2004

A Comunidade Internacional Bahá´í está consternada com a falta de Resolução sobre Direitos Humanos no Irã. Preocupação com o agravamento das perseguições aos bahá'ís no Irã  18/04/2005

Portas Fechadas - Campanha no Irã para negar educação superior aos bahá´ís - Official Site of the Bahá’í International Community

ONU: rejeição de “moção de não-ação” iraniana é vitória dos direitos humanos - 22/11/2008 19:05:19

CONHEÇA A SITUAÇÃO DOS BAHÁ´ÍS NO IRÃ - COMUNIDADE BAHÁ´Í DO BRASIL - AÇÕES COM A SOCIEDADE E O GOVERNO - 2010


12/09/2004 NEW YORK

BAHÁ'ÍS PROTESTAM CONTRA EXPURGO CULTURAL NO IRÃ


 
Destruição da Casa de Mirzá Buzurg, em Teerã
 

 

 
Casa de Mirzá Buzurg, em Teerã antes da destruição
 

 
Destruição da Casa de Mirzá Buzurg, em Teerã - 2
 

 

 
Destruição do Túmulo de Quddús em fevereiro/2004
 

 

 
Destruição da Casa do Báb, Shiráz, em 1979
 

NEW YORK, Estados Unidos, 12 de setembro de 2004.(Bahá'í World News Service) - A destruição de mais um lugar sagrado bahá'í no Irã provocou protestos gerais em todo o mundo, porquanto os bahá'ís estão comprovando que o governo iraniano continua em sua campanha de perseguição tão extrema, e de um fanatismo tão desarrazoado que está inclusive ameaçando bens inalienáveis da herança cultural do país.
A demolição, em junho, de uma propriedade histórica em Teerã, a casa onde residiu Bahá'u'lláh, o Fundador da Fé Bahá'í, seguida da destruição completa de outra propriedade histórica, em Babol, no início deste ano, um santuário onde estavam enterrados os restos mortais de um de seus primeiros crentes, levou as comunidades bahá'ís no mundo inteiro a consignarem de público, através da imprensa, declarações formais protestando contra tais atos de vandalismo, por questões puramente religiosas.
O jornal ''New York Times'', publica nota oficial e comentários sobre estes acontecimentos, bem como outros jornais na Austrália, Canadá, França, Alemanha e na Inglaterra.
A comunidade bahá'í no Irã, com cerca de 300 mil membros, é a mais numerosa minoria religiosa no país. Com cerca de cinco milhões de seguidores em mais de 180 países, a Fé Bahá'í é uma religião independente que promove ensinamentos como a unidade da humanidade, a unidade essencial das religiões reveladas, a igualdade de direitos e oportunidades para homens e mulheres, a eliminação de todas as formas de preconceitos, entre outros princípios universalistas e de promoção da fraternidade humana.
Desde 1979, a despeito de seu caráter pacifista, mais de 200 bahá'ís iranianos foram mortos e centenas deles aprisionados e torturados. Milhares perderam o emprego, aposentadoria e acesso à educação formal, numa campanha de perseguição implacável decorrente da afirmativa dos clérigos que governam o país, que acusam os bahá'ís de serem hereges, inimigos da fé muçulmana.
''O ódio dos sacerdotes extremistas contra os bahá'ís é tal que eles, como os talibans do Afeganistão, que destruíram esculturas budistas em Bamiyán, têm a intenção de não somente erradicar a religião, mas até mesmo apagar todos os traços de sua existência no país de seu nascimento,'' afirma a declaração publicada em um anúncio pago no ''New York Times.''
A casa que foi destruída em junho era uma propriedade de Mirzá Abbás Nuri (também conhecido como Mirzá Buzurg), o pai de Bahá'u'lláh, que nela residiu nas primeiras décadas do século dezenove. Abbás Nuri foi um eminente governador de uma província no Irã e um dos maiores calígrafos do país.
A declaração publicada no ''Times'' destaca que a casa de Mirzá Abbás Nuri era um ''monumento histórico, um precioso exemplar da arquitetura islâmica-iraniana, um modelo incomparável de arte, espiritualidade e arquitetura.''
Em sua determinação de eliminar a comunidade bahá'í do Irã e obliterar sua própria memória, os fundamentalistas no poder estão preparados até mesmo para destruir a herança cultural de seu próprio país, parecendo que eles não se dão conta de terem sob sua tutela algo sagrado para a humanidade'', continua o documento.
Seguramente, chegará o tempo em que os próprios iranianos, em outras partes do mundo, levantarão suas vozes em protestos contra tais atos de violência a um patrimônio que somente enaltecem a história e a cultura iranianas'' conclui a nota.
''A divulgação de notas de protesto em jornais em várias regiões é parte de um esforço coordenado dos bahá'ís que vivem fora do Irã para chamar a atenção do mundo para a destruição de verdadeiros marcos culturais que fazem parte da herança do mundo inteiro,'' afirma Glen Fullmer, diretor de comunicações da comunidade bahá'í dos Estados Unidos.
''Os lugares que estão sendo demolidos são de especial importância para toda a humanidade'', disse o Sr. Fullmer, ''pois refletem elementos singulares da história cultural iraniana. Assim, chamamos a atenção dos iranianos no mundo inteiro para protestarem também contra a destruição de sua própria cultura.''
A mesma nota oficial foi publicada no ''Le Monde'' o principal jornal da França, país onde vivem milhares de iranianos e, segundo a Sra. Brenda Abrar, membro da comunidade bahá'í francesa, eles estão sendo conclamados a protestarem também contra tais atos de barbárie em seu país natal.
Em julho, o jornal iraniano ''Hamshahri'', publicou um longo artigo sobre a vida de Mirzá Abbás Nuri e sobre a arquitetura de sua casa. ''Como ele tinha excelente bom gosto pelas artes e pela beleza, projetou sua própria casa em um estilo que se tornou famoso como um dos mais belos já utilizados na construção de uma residência'', destaca o jornal, em sua edição de 13 de julho deste ano.
A ordem de demolição foi dada em abril pelo Ayatolláh Kani, diretor da Escola Marvi e do Escritório de Doações Imobiliárias, ostensivamente com o propósito de construir na área um cemitério islâmico. Quando a demolição começou em 20 de junho, funcionários do Ministério de Informação estavam presentes e em 29 de junho de setenta por cento da propriedade já havia sido destruída. (ver fotos)
''A destruição da casa de Mirzá Abbás Nuri representa apenas a última de uma série de demolições que comprovam o objetivo claro de sistematicamente destruírem os lugares sagrados bahá'ís'', afirma Bani Dugal, principal representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas.
Já em abril, a despeito de protestos internacionais, o túmulo de um dos primeiros apóstolos da Fé foi destruído em Babol, de nome Mullá Muhammad-´Alí Barfurushi, conhecido como Quddús. Ele foi o mais destacado discípulo do Báb, o Profeta arauto da Fé Bahá'í.
Em 1993, mais de 15 mil túmulos foram arrasados em um bem conhecido cemitério bahá'í de Teerã, a pretexto da construção de um centro municipal naquela área.
Em 1979, logo após a revolução islâmica, a casa do Báb, em Shiráz, um dos lugares mais sagrados para os bahá'ís no mundo inteiro, foi totalmente demolido. A casa de Bahá'u'lláh em Takur, onde o Fundador da Fé Bahá'í passou Sua infância, foi também demolido e o terreno oferecido à venda pública.
''Vemos tudo isso como parte de um plano concentrado de parte do governo iraniano de ir gradualmente extinguindo a Fé Bahá'í como uma força cultura e entidade coesiva'', disse a sra.Dugal. ''No decorrer dos anos, a estratégia do governo tem mudado, desde a morte sumária a métodos que atrai menos a atenção internacional, como a destruição de lugares sagrados. Mas o resultado é o mesmo: destruir completamente a comunidade bahá'í no Irã, com toda a sua história e herança cultural.''


NOVA IORQUE, Estados Unidos, 12 de setembro de 2004
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BAHÁ'ÍS CONDENAM ERRADICAÇÃO CULTURAL NO IRÃ

Durante vinte e cinco anos, o Governo da República Islâmica do Iran tem perseguido os Bahá’ís; uma minoria religiosa, pacifista e obediente às leis do país. Por mais de duzentos líderes Bahá’ís têm sido assassinados; milhares perderam seus empregos; mais outras dezenas de milhares foram compelidas a deixar a sua terra natal; à juventude Bahá’í foi negado acesso a educação superior e os trabalhadores aposentados tiveram as suas pensões sumariamente canceladas. Em 1991, um documento oficial do Governo, assinado pelo seu líder supremo - Ali Khaminei – incluiu outras medidas adicionais para lentamente estrangular a Comunidade Bahá’í.

O ódio dos mulás (sacerdotes muçulmanos) extremistas para com os Bahá’ís é de tal maneira que, como os Taliban do Afeganistão que destruíram as enormes esculturas Budistas em Bamiyan, planejam não apenas erradicar a religião bahá’í, mas até mesmo apagar todos os vestígios da sua existência no país do seu nascimento. Foi por esta mesma razão que eles demoliram a Casa do Báb em Shiraz, o centro de peregrinação de Bahá’ís de todo o mundo; uma cidade venerada como uma jóia preciosa no passado. Este é o motivo por que eles confiscaram os cemitérios dos Bahá’ís e desmantelaram as sepulturas dos seus santos e heróis da Fé. Esta é a razão por que eles profanaram os restos mortais de Quddus, um dos seus apóstolos.

Em junho deste ano, um grupo de pessoas se lançou sobre um histórico monumento; um exemplar precioso da Arquitetura Islâmica Iraniana, um modelo de arte incomparável, de espiritualidade e de arquitetura.
“Como é possível, indagou um articulista destemido de um jornal de Teerã, que em plena luz do dia... um exemplo da essência da nossa herança cultural esteja sendo destruído?” Esta é u ma resposta simples: A demolição do lugar histórico era a casa de um grande estadista do século dezenove – Mirzá Abbas Nuri – (também conhecido como Mirzá Buzurg) um eminente calígrafo e uma figura literária. Apesar de ter nascido e falecido como muçulmano, o seu filho, Bahá’ú’lláh, foi o fundador da Fé Bahá’í; uma religião que promove a abolição de todo preconceito, incentiva a investigação da verdade, inculta a igualdade entre homens e mulheres, a educação universal, a harmonia entre a ciência e a religião, e a paz universal.

Foi por esta razão que os clérigos invejosos têm declarado que os Bahá’ís, seguidores de Bahá’ú’lláh, são heréticos e apóstatas e que por isto mesmo merecem a morte. Em sua determinação para livrar o Iran da Comunidade Bahá’í, e obliterar por completo sua memória, os fundamentalistas no poder estão preparados para até mesmo destruir a herança cultural do seu próprio país, mas ao que parece não percebem que são os responsáveis deste tesouro para a humanidade.
Seguramente, o tempo é chegado para os Iranianos , em todos os lugares do mundo, para se revoltarem e levantarem as suas vozes em protesto contra tal profanação.


 
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 julho 17, 2010